
Cartilha instrucional mídia e violência contra a mulher
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Título: Cartilha instrucional mídia e violência contra a mulher
Autoria: Marcela Fernanda da Paz de Souza, Priscila Kalinke da Silva e Cildo Giolo Júnior
ISBN: 978-65-5364-340-6
DOI: 10.47402/ed.ep.b241420406
Data de Publicação: 22/08/2024
Esta Cartilha é uma proposta para iluminar os gestores de comunicação e jornalistas; as instituições que formam as redes e de assistência e de enfrentamento e o grupo de profissionais que atua na ressocialização dos agressores sobre a utilização dos meios de comunicação com compromisso de mitigar e/ou acabar com a revitimização das mulheres.
O cometimento da violência contra a mulher e a ação dos distintos atores sociais nesta propagação de opressão são ainda mais claros quando se verifica o traço da interseccionalidade nas diversas formas de opressão (Collins; Bilge, 2020) nos crimes contra o grupo feminino: negras; pobres; com deficiência; meninas, adolescentes e adultas; residentes de várias regiões- urbanas, rurais, águas, florestas, entre outras realidades etárias e socioeconômicas. Este retrato indica a necessidade de desenhos de políticas exequíveis e em constante avaliação de efetividade.
Diante da inserção social e do poder simbólico da imprensa (Bourdieu, 1997), o jornalismo torna-se estratégico para que haja a publicação dos fatos noticiosos da violência contra a mulher visando ao interesse público, com veracidade na apuração e com qualidade na informação veiculada, tornando-se um instrumento de emancipação e de empoderamento femininos (Souza; Silva; Júnior, 2010). É por esta razão que é necessária a atuação preparada da imprensa a fim de coibir as publicações com teor misóginos e para esclarecer a população contra fakenews e discursos culpabilizadores contra as mulheres, como, por exemplo: "a mulher estava de roupa curta"; "a mulher respondia o marido"; "a esposa tem que ser exemplos para os filhos".
A equipe da pesquisa espera contribuir para a construção de um jornalismo, promotor da cidadania, visando à utilização responsável da informação e na segurança das mulheres e das meninas.
Equipe de Pesquisa
